O escândalo envolvendo o sensacionalista “News of the world”, o jornal que se valia de grampos em escutas telefônicas para produzir reportagens que abalaram a estrutura do poder no Reino Unido, reacende uma discussão: até que ponto é ‘legal’ esse artifício para se obter boas reportagens?
A morte de Sean Hoare, o primeiro jornalista a denunciar o envolvimento de Andy Coulson, que em janeiro renunciou ao cargo de diretor de comunicação de David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, revela uma relação prá lá de promíscua. Até porque Hoare teria afirmado que o ex-diretor de comunicação de Cameron encorajava os repórteres a grampear os telefones de famosos para conseguir exclusivas.
Aqui bem pertinho de nós, famosos da política foram todos grampeados, gravados e filmados em situações nada escrupulosas, alguns perderam os cargos, outros continuam tirando proveitos igualmente promíscuos por conta de que possuem informações comprometedoras e ainda não reveladas e outros ainda esperam por compensações por terem agido ‘em defesa do bom-mocismo’.