Elefante branco é uma expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. O termo é utilizado na política para se referir a obras públicas sem utilidade.
Feita essa introdução, com os recursos da Wikipédia, lembro aqui que Dourados já começa a colecionar novos “elefantes brancos” depois de um período em que esses embustes eleitorais se amontoavam por todos os cantos da cidade.
Além do Centro de Convenções, obra iniciada há pelo menos cinco anos no prolongamento da avenida Guaicurus, temos agora o prédio histórico da escola Presidente Vargas, transformado em um vistoso mamute na área central e por último, a Vila Olímpica indígena, sinônimo da necessidade de superexposição egocêntrica, e igualmente sem utilidade, na aldeia Jaguapiru.
Para ficar apenas nesses exemplos, é sempre oportuno lembrar que o cidadão, a quem cabe fiscalizar esses casos, deve também ficar atento ao fato de que essas obras ganham generosas “emendas” (orçamentárias) e “remendos” (nos projetos e repasses), dando origem aos tais “retornos” (nem sempre políticos ou sociais, mas pessoais) que ultimamente ocupam páginas de dossiês pelo mundo afora.