“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome (v. 12). E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos (v. 13). Então, disse Jesus à figueira: nunca jamais coma alguém fruto de ti! (v.14)”
O simbolismo e o apreço pela figueira estão refletidos em Marcos 11: 12 a 19, conforme reprodução de textos do Evangelho. A árvore, hoje alvo de pendenga judicial e desencontros entre semelhantes, teria sido também – e isso ninguém conseguiu apurar ainda – citada como “intocável” pela dupla Marcelino Pires e Joaquim Teixeira Alves no momento em que, num rompante de cidadania, decidiram partilhar as terras para a criação do município de Dourados.
O certo é que a “nossa” figueira vive de momentos exóticos desde muito tempo. Estranhamente, foi de folhas de figueira que Adão e sua mulher fizeram as primeiras vestimentas, que tentavam cobrir o sentimento de auto percepção de nudez psicológica, lá nos jardins do Éden. Em Gênesis está claro que “para cobrirem a nudez, eles fizeram tangas de folhas de figueira. Aí Deus diz: Tira a figueira! Eu te prefiro nu. Pelado tu tens salvação; camuflado, tu estás perdido”.