Parafraseando um dos sucessos do cinema nacional “O homem que virou suco”, está sendo lançado em Dourados, com projeção de muitos capítulos interessantes pela frente, a série “O PMDB que virou pó”. Paradoxalmente, uma das protagonistas da série é justamente a mulher do ex-presidente e uma das figuras mais ilustres do partido, a radialista Keliana Fernandes, companheira de microfones do deputado federal Marçal Filho.
Ao anunciar a saída do partido, e sair atirando nos dirigentes que ficaram, a mulher abre os flancos que mostram a ferida que insiste em sangrar no velho MDB desde os tempos em que Ivo Cersósimo e Aniz Faker se estranhavam pelo controle do partido, lá na década de 80. Enquanto isso, nos bastidores, há quem veja motivos para comemorar o novo racha. Porque, definitivamente, o PMDB de hoje é carta fora da disputa majoritária para 2012.
Pelas mais recentes movimentações das figuras que ilustram a política douradense ficam evidentes os sinais de que as eleições do ano que vem, se não comportarem mais uma vez um único chapão, terão pelo menos quatro candidaturas alternativas. Isso se, até abril, prazo máximo para que os eventuais futuros pretendentes deixem alguns cargos que ocupam no Executivo, não predominarem as forças nem tanto ocultas como se costuma dizer, para o encaminhamento do processo sucessório municipal.