O termo entre aspas vem de resistir, literalmente, ao tempo. Políticos como Londres Machado são o referencial, em 40 anos de vida pública, das relações estreitamente umbilicais que mantém o jovem Mato Grosso do Sul ainda atrelado e amarrado ao passado.
Londres, Marcelo Miranda, George Takimoto, Wilson Martins, Djalma Barros (primeiro o Roberto, depois a mulher Bela e por último o filho, Marcelo), Razuk (primeiro o Roberto e agora a mulher, Délia) são nomes que “resistem”, ou seja, insistem em manter-se na vida política, de uma forma ou de outra, com ou sem votos, mas procurando exercer a influência que ganharam lá atrás.
Esta semana, o sempre competente Roberto Higa, repórter fotográfico que se especializou na cobertura dos principais acontecimentos antes e depois da criação do novo Estado, apresenta uma coletânea dos momentos mais marcantes dessa curta história. Personagens já execrados pelas urnas em razão de posições que assumiram também aparecem no “relato fotográfico” de Higa. Veja o link:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.107114519369090.15952.100002116281638&type=1
É oportuno que as pessoas da geração atual vejam esse trabalho e que procurem também, a partir dali, revisitar parte da história republicana dos 511 anos do Brasil. Vamos constatar, inevitavelmente, que é possível reconstituir parte do nosso pedacinho cultural e continuar acreditando que é possível projetar Mato Grosso do Sul como o fizeram alguns bem intencionados dos homens que ilustram as fotografias.