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A melhor estratégia para 2012 é não esquecer 2008

28 de outubro 2011 - 11h30 Por Redação Douranews
A melhor estratégia para 2012 é não esquecer 2008

O ano era 2008. O grupo “de Campo Grande”, como costumam dizer os “interioranos” de Dourados, mais uma vez tentava influenciar os destinos políticos da segunda cidade do Estado e impunham, goela abaixo, a candidatura de um novato deputado estadual, chamado Ari Artuzi, para a prefeitura do Município.

Depois de oito anos em que o comando da cidade esteve com o PT, Artuzi não teria muitas dificuldades em mostrar que sabia como fazer para resolver os problemas crônicos da Saúde, a falta de vagas nas creches e de merenda nas escolas e tinha também a solução pra tapar todos os buracos que insistiam [e, teimosamente, ainda insistem] em manterem-se abertos.

Mais uma vez, o principal adversário dele seria o então vice-governador Murilo Zauith, o mesmo que, oito anos antes, havia perdido a eleição para o PT. Daquela vez, em 2000, a derrota abriu portas para Murilo vir a ser eleito deputado federal [em 2002] e daí chegar a vice do governador eleito André Puccinelli [em 2006].

Ari Artuzi, vitorioso de 2008 em Dourados, enrolou-se até os fios do cabelo com o grupo “de Campo Grande” e, depois de escapar por questão de minutos, em 2009, das garras da “Owari”, caiu, em 2010, na “Uragano”. Entra interino, sai interina, coube ao mesmo Murilo ser eleito, numa disputa quase plebiscitária e fora de época [em 2011], para, como já foi dito no segundo parágrafo deste texto, “resolver os problemas crônicos da Saúde, a falta de vagas nas creches e de merenda nas escolas” e também “tapar todos os buracos que insistiam [e, teimosamente, ainda insistem] em manterem-se abertos”.

Por isso mesmo, não podemos perder de vista o ano de 2008. Ele é mais do que sintomático, ele é emblemático, porque recorre ao término de um período de oito anos em que se propagou o fim de todas as mazelas e nos remete ao começo da trajetória desastrada de quem só teve tempo para exercer a prática simbolizada pelos gestos cifrônicos em uma cadeira de fios na varanda.

Assim, antes de 2012 e 2014, é preciso refletir muito seriamente sobre 2008. Um ano para não ser esquecido.