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O cantor Leonardo não teve culpa nenhuma, esteve na cidade para proporcionar um show com o estilo ‘cabaré’ que marca a performance nacional do artista, mas a organização da festa promovida, no apagar das luzes do mandato derrotado do prefeito Jean Fogaça, conseguiu tirar muito do brilho da ‘magia do Natal’ pela falta de estrutura oferecida aos visitantes que acorreram na noite deste domingo (15) a Douradina.

Com pouco mais de 5.000 habitantes distribuídos pela cidade e os distritos, o município de Douradina recebeu cerca de quatro vezes mais a densidade populacional, a maioria oriundos das cidades vizinhas, predominando douradenses que não tiveram essa mesma sorte de um show nacional em praça pública para fechar o ano.
O show, marcado para às 22 horas, considerando que o dia seguinte era mais um dia de trabalho para todos os mortais, começou já na madrugada desta segunda-feira (16), e com um detalhe: o que era para ser público virou pré-privado, com a comercialização de camarotes improvisados num bar de esquina e a imposição de marcas para quem quis consumir bebidas no meio da rua. Além de ser obrigado a 'assistir' as pontes e travessões nas telas que deveriam estar repercutindo o espetáculo do animado Leonardo.
Não bastasse tudo isso, teve gente que sentiu-se mal no espaço de confinamento e que, ao socorrer-se da única brigadista ‘de plantão’ no meio do povo ainda teve que ouvir do segurança oficial que era “pra deixar isso prá lá”, ou seja, quem deveria estar precisando de socorro nessa altura do campeonato era o derrotado Fogaça que tentou passar disfarçado entre populares que agora respiram a perspectiva de novos ares com a prefeita eleita Nair Branti.