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Máscara de Tiririca é a febre do Carnaval em São Paulo e no Rio de Janeiro

08 de fevereiro 2011 - 14h51 Por Redação Douranews, com Folha.com
Máscara de Tiririca é a febre do Carnaval em São Paulo e no Rio de Janeiro

"É o Carnaval do Tiririca", grita o ambulante José Severino na 25 de Março, a rua do comércio popular de São Paulo, para vender as máscaras do palhaço campeão de votos para deputado federal.

Nem precisava berrar. A um mês da festa, a caricatura R$ 7 é a mais vendida e já está esgotada. Ontem, só era achada em uma loja. "É a que mais sai", diz Juliana Ferreira, da Festas & Fantasias .

No Saara, o comércio popular do Rio, só três lojas ainda têm a máscara do deputado humorista. A Turuna, de artigos para o Carnaval, vendeu 200 delas em um mês. E já encomendou mais 200.

"As pessoas já chegam pedindo essa máscara, não chegam na dúvida", diz o vendedor Gilvan José dos Santos.

O novo deputado, pelo jeito, gostou da idéia. "Estou surpreso e muito feliz, não esperava ser o campeão do Carnaval com este carinho todo do povo", disse Tiririca.

MascaraFuncionário da fabrica Condal, especializada em máscaras de Carnaval, dá retoques em modelo com a face do Tiririca

E por que ele? O critério, explica Olga Valles, dona da fábrica de máscaras Condal, é a evidência dos personagens na televisão. "Personagem que combina palhaço com político dá em Carnaval. De três máscaras vendidas, uma é do Tiririca".

Debochar de políticos no Carnaval, explica Valles, começou nos anos 80. Com redemocratização, máscaras de Tancredo Neves, José Sarney e Ulisses Guimarães passaram a ser produzidas.

Depois de Tiririca a máscara é a caricatura do palhaço, e não de Francisco Everardo, a presidente Dilma é a segunda mais vendida.

Outra promessa é o jogador Ronaldinho Gaúcho. A fábrica já tem o molde pronto e só espera autorização do Flamengo já há genéricas não autorizadas na praça.
Até hoje, as mais vendidas foram Bin Laden (45 mil), Lula (30 mil) e FHC (15 mil). Encalhadas estão as dos ex-candidatos à Presidência José Serra e Marina Silva e da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Só venderam 60.