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Reforma da previdência não é consenso entre os senadores

16 de fevereiro 2011 - 09h23 Por Redação Douranews
Reforma da previdência não é consenso entre os senadores

Armando Monteiro, do PTB-PE, e Francisco Dornelles, do PP-RJ, defendem mudanças no sistema previdenciário; Paulo Paim, do PT-RS, acredita que uma nova reforma é dispensável

No início do mês de fevereiro, o Governo Federal anunciou uma queda de 4,5% no déficit da Previdência Social de 2009 para 2010. A expectativa é a de que o rombo de 44 bilhões e trezentos milhões de reais caia mais em 2011. Por isso, o governo federal ainda não sinalizou com uma nova reforma da previdência.

O que preocupa o senador Armando Monteiro, do PTB-PE, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria, é a situação da previdência ao longo dos anos. “A sustentabilidade do sistema atual dependerá em grande medida da capacidade da sociedade brasileira de promover os aperfeiçoamentos necessários, sob pena de o estado brasileiro não poder financiar os gastos crescentes da previdência nos próximos anos”, aponta Monteiro.

O senador Francisco Dornelles, do Rio de Janeiro, disse que o partido dele, o PP, defende que a reforma da previdência aconteça agora, mas com reflexos apenas no futuro. “O Partido Progressista entende que qualquer reforma da Previdência somente alcançará aqueles que entrarem no mercado de trabalho após a publicação da legislação específica”, observou o senador carioca.

Já o senador petista Paulo Paim, do Rio Grande do Sul, voltou a afirmar que as contas da previdência não estão no vermelho. Ele acha desnecessária uma nova reforma no setor, mas defende uma alteração: o fim do fator previdenciário, que reduz o valor dos benefícios daqueles que se aposentam mais cedo. “Entendo que nós não precisamos de uma reforma previdenciária. Precisamos, sim, acabar com o fator previdenciário. Lamentavelmente, a Previdência Social, em especial o Regime Geral da Previdência, tornou-se alvo de manobras contábeis que passam à opinião de que o sistema está falido”, ressalvou Paim.

Para o senador Paulo Paim, o Congresso Nacional deve aprovar uma proposta dele que impede o governo de usar os recursos da seguridade social em outros programas, como acontece hoje.