O horário de verão, que termina à meia noite de sábado para domingo (20), rendeu ao sistema elétrico brasileiro uma economia de 2.376 MW no horário de pico, que vai das 18h às 21h, segundo relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
A redução representa 4,4% da demanda máxima das três regiões onde o horário especial vigorou Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
A economia dessas 18 semanas foi semelhante à alcançada no horário de verão passado, quando houve 4,4% de redução nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 4,5% no Sul.
No Sudeste e Centro-Oeste, a redução foi equivalente a duas vezes a carga no horário de pico de Brasília. No Sul, houve uma redução equivalente a 60% da carga no horário de ponta de Curitiba, exemplificou o ONS.
O resultado foi um pouco inferior às projeções do operador, que esperava uma economia de 2.530 MW no horário de pico.
A redução de energia foi de 0,5% nas três regiões. É o equivalente ao que a cidade de Curitiba (PR) consome por três dias.
O horário de verão é adotado com o objetivo principal de aliviar as redes de transmissão nos horários onde o consumo é mais intenso. Segundo o governo, aumenta a segurança do sistema e diminui custos.
Caso a energia economizada tivesse que ser gerada por usinas térmicas, haveria um gasto de R$ 30 milhões.