Salehi disse ao jornal que a prisão de dissidentes políticos é legítima. "Eles provocaram uma violação nas leis do país". Sobre a pena de morte e apedrejamento, o chanceler insistiu que "essas são as leis do país".
Dilma prometeu endurecer a posição em relação ao Irã ao assumir a Presidência, em contraste ao governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que evitou criticar o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em situações como os protestos contra supostas fraudes nas eleições daquele país e temas como o apedrejamento.
Ativistas iranianos pediram à diplomacia brasileira a mudança dos votos na ONU. Para Salehi, que ressalta o potencial das relações entre Brasil e Irã no setor da tecnologia, "existem diferenças" entre os governos, afirmação que não foi feita por representantes iranianos em oito anos de governo Lula.
O chanceler disse que os protestos em Teerã não podem ser confundidos com o que ocorre na Líbia, no Egito e na Tunísia. "Na Líbia, são movimentos espontâneos. No Irã, trata-se de algo manipulado", afirmou. Para ele, uma mudança de postura brasileira na ONU em relação ao Irã teria "motivações políticas" e poderia ser explicada pela pressão internacional contra o programa nuclear de Ahmadinejad.