O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) defendeu o financiamento oficial das campanhas políticas pelos partidos, como forma de "melhorar a imagem do Poder Legislativo e dos políticos em geral". Para ele, a medida acabaria com a distorção da compreensão de que "candidato bom é aquele que tem mais dinheiro para gastar nas campanhas". O parlamentar atribuiu ao atual sistema eleitoral a imagem negativa que o público tem do Congresso Nacional.
O cientista político Jairo Nicolau, professor do Instituto Social e Político da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), se disse defensor da representação política proporcional, que ele entende como "fundamental para que o país funcione bem com as suas diferenças regionais”.
Num momento em que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado discutem a reforma política, o cientista político Renato Lessa afirmou que, na prática, desde a promulgação da Constituição Federal em 1988, já vem sendo feita uma reforma política paulatina. Mas, apesar dos avanços na discussão, "está no ar a impressão de que falta algo na questão da representação política e da democracia". Por isso, ele defende que haja uma mobilização da sociedade para que se façam mudanças dentro de um senso de justiça.