Antes de serem destruídas, as máquinas passam por uma perícia para configurar o crime de contrabando, e são desmontadas. A partir daí, as autoridades aguardam a liberação da Justiça para a destruição das carcaças. A ação resulta de uma parceria entre Secretaria de Segurança, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual.
De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a intenção é dar continuidade às apreensões. “Estamos caminhando num quantitativo importante. A tendência e a nossa proposta é dar continuidade a isso”, disse Beltrame.
A estimativa é que o valor de cada máquina caça-níquel seja aproximadamente R$ 2 mil. Segundo a Polícia Civil, está em estudo a assinatura de um convênio com escolas estaduais, que aproveitariam parte dos componentes eletrônicos das máquinas, como monitores e placas, para a montagem de novos computadores.
“Na medida em que se tiver condições aproveitar as estruturas e as placas-mãe, a gente vai aproveitar”, disse o secretário. No depósito, mais 3 mil máquinas caça-níqueis continuam armazenadas aguardando a liberação dos peritos e da Justiça para serem destruídas.
Em 2007, o governo do estado fez um projeto de transformação de caça-níqueis em computadores, para serem repassados a instituições de ensino. Segundo a Secretaria de Ciência e Tecnologia, idealizadora do projeto na época, dezenas de computadores foram repassados às instituições. Porém, devido aos custos operacionais e ao tempo, que tornou os componentes obsoletos, a iniciativa foi deixada de lado.
No Rio Grande do Sul, um projeto da Inspetoria da Receita Federal em Porto Alegre, o Ministério Público Estadual e o Centro Social Marista recicla caça-níqueis e aproveita peças dessas máquinas para a montagem de computadores, que são encaminhados à doação. Experiências semelhantes ocorrem no Rio Grande do Norte e no interior de São Paulo.