No evento que reuniu cerca de 200 juízes, Bigonha se mostrou solidário à causa da Ajufe e afirmou: “Deveremos paralisar [as atividades] também nos próximos dias”. Atualmente, a ANPR reúne quase todos os procuradores do país em seu quadro associativo: 1.099 de um total de 1.110.
Bigonha afirmou hoje (28), por meio de sua assessoria, que realmente há grande insatisfação da categoria, especialmente em relação à defasagem do subsídio. Ele lembrou que, desde 2007, o governo diz não ter orçamento para o reajuste de vencimentos, embora tenha aumentado o salário de todos os seus quadros por meio de medidas provisórias. Também criticou o fato de o governo ter prometido negociar o reajuste este ano e não ter promovido o diálogo em torno da questão.
Apesar de a declaração de ontem sugerir um caráter imediato à paralisação dos procuradores, a assessoria da ANPR afirmou que não há data certa para que isso ocorra. A ideia da entidade é fazer consultas, em assembleias regionais, com os procuradores e, só depois, decidir se haverá paralisação e quando ela ocorrerá na possibilidade de ser aprovada.
A ANPR muda de comando no dia 12 de maio. Assumirá o atual chefe da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, Alexandre Camanho, que já demonstrou insatisfação com a falta de reajuste do subsídio.