Desta segunda-feira até 31 de dezembro de 2013, prazo prometido pelo engenheiro representante da Odebrecht, restam 947 dias. Como a expectativa é de que São Paulo receba a abertura da Copa do Mundo, serão aproximadamente 1,1 mil dias até a cerimônia inaugural (o calendário do Mundial de 2014 será definido em julho).
Esses cerca de 200 dias servem como "gordura", em eventuais atrasos. E as chuvas entre outubro e abril de 2011 e 2013 são os maiores empecilhos, segundo Barbosa. Contudo, outros fatores externos às obras podem prejudicar - recentemente, por exemplo, o presidente corintiano Andrés Sanchez admitiu estar à procura de parceiros para reduzir os custos do clube.
"Vamos torcer para que não sejam períodos de chuva tão agressivos", disse o engenheiro nesta segunda-feira, depois de iniciar oficialmente as obras na zona leste de São Paulo. "Nesses períodos, daremos prioridade para a construção das peças pré-moldadas (em galpões)", acrescentou Barbosa.
Para conseguir cumprir o prazo de entregar o estádio corintiano até o último dia de 2013, a Odebrecht iniciou os trabalhos com turnos de 9h20 (um expediente de 7h20 diário e mais duas horas extras), de segunda-feira a sábado.
Nesta segunda, a primeira escavadeira para a terraplanagem do terreno em Itaquera foi ligada às 8h15 (de Brasília), e cerca de 20 trabalhadores deram início às obras. Segundo a Odebrecht, neste primeiro momento serão até 150 pessoas em serviço no terreno. Até o final do ano, a previsão é de que este número fique entre 600 e 800 funcionários.
Por enquanto não haverá abertura de novas vagas para a construção do estádio corintiano - apenas funcionários estão sendo remanejados de outras obras da Odebrecht. Tanto Corinthians quanto a construtora anunciarão posteriormente quando darão início à contratação de pessoal. Na última semana, pessoas fizeram filas em Itaquera buscando emprego na construção da nova casa corintiana.