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Governo federal lançará plano decenal para setor sucroalcooleiro

06 de junho 2011 - 16h42 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
Governo federal lançará plano decenal para setor sucroalcooleiro
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (6) que o governo federal trabalha em um plano decenal para aumentar a produção de açúcar e álcool no país. O plano, segundo ele, está em fase final de preparação e deve ser anunciado em breve. O ministro disse que o plano vai traçar metas para a produção do setor sucroalcooleiro para os próximos dez anos. Essas metas serão estabelecidas projetando a demanda nacional dos produtos derivados da cana-de-açúcar. “O plano decenal é um planejamento de demanda, de produção e de financiamento para que se obtenha os resultados desejados”, explicou o ministro, após participar da abertura de um congresso sobre etanol, em São Paulo. “Ele [o plano] está sendo concluído e acredito que, dentro de muito pouco tempo, vamos lançá-lo.” Lobão afirmou também que a intenção do governo é aumentar as exportações de etanol com o planejamento da produção. Por isso, o plano decenal vai trazer metas para a venda do produto para o mercado internacional. “O governo pretende exportar etanol mais do que já vem exportando”, disse ele. “Não conseguiremos fazer isso se não garantirmos uma produção, que desde logo, abasteça o mercado nacional. Então, precisamos de um ganho na produção para exportar.” De acordo com o ministro, o plano decenal vai garantir que o Brasil cresça sem prejudicar a qualidade de sua matriz energética. Ele disse que a energia proveniente da cana-de-açúcar é “limpa” e terá todo apoio do governo. “O governo fará todos os esforços para manter o uso das matrizes de energia limpa.” Para o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, o anúncio do plano decenal é surpreendente e muito positivo. Jank disse que, com um planejamento de longo prazo, o setor sucroalcooleiro saberá qual será seu papel para os próximos anos. Assim, os empresários poderão fazer os investimentos necessários para atender às expectativas do governo referentes à produção.