Caldas alegou que não é permitido aos membros da comissão falar publicamente sobre procedimentos "eventualmente abertos". "A comissão, por determinação legal, não pode revelar procedimentos preliminares de ética eventualmente abertos", afirmou. Ele também não disse se o assunto Palocci foi objeto de discussão da reunião. A Comissão de Ética Pública se reúne ordinariamente a cada mês.
No mês passado, o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, disse que o caso Palocci estava encerrado. Pertence alegou, na época, que a evolução patrimonial do ministro, indicada em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, ocorreu em um período em que ele não participava do governo e, portanto, não caberia à comissão julgá-lo.
De acordo com o jornal, o ministro-chefe da Casa Civil aumentou em 20 vezes seu patrimônio entre os anos de 2006 e 2010, período em que atuou como deputado federal.