Na conversa com Lugo, Dilma deve assinar seis acordos bilaterais nas áreas de laticínios, TV digital e fortalecimento de instituições. Mas algumas parcerias ainda estão em fase de negociação e podem ficar para uma segunda etapa de reuniões. O ponto alto da reunião dos dois presidentes envolve as mudanças no pagamento de repasses do Brasil para o Paraguai sobre Itaipu.
Em 11 de maio, o Senado brasileiro aprovou a alteração no Tratado de Itaipu aumentando o valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela cessão de energia da usina hidrelétrica. A decisão elevou de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões anuais a quantia paga pelos brasileiros aos paraguaios. A iniciativa do Brasil gerou comemorações no Paraguai, que reivindicava a mudança há anos.
Pelo tratado, a energia produzida pela hidrelétrica será dividida em partes iguais entre o Brasil e o Paraguai. O texto assegura a cada um dos dois países adquirir, até 2023, a energia não utilizada pelo outro. Como o Paraguai consome apenas 5% da energia gerada, vende o restante de sua parte ao Brasil.
Em Luque, no Paraguai, a reunião envolverá não só os presidentes dos países que integram o bloco – Dilma, Lugo, a argentina Cristina Kirchner e o uruguaio José Pepe Mujica – como também o do Equador, Rafael Correa, e o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, que integram o grupo dos países associados ao bloco. As discussões começam na quarta-feira (29) a partir das 11h.
Também participarão dos debates os ministros da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, além dos argentinos da Economia, Amado Boudou, e da Indústria, Debora Giorgi. Do Uruguai, confirmaram presenças os ministros da Economia e Finanças, Fernando Lorenzo, e da Indústria e Energia, Roberto Kreimerman.