“Não queremos atrapalhar as famílias, mas toda paralisação causa transtorno”, disse hoje (5) o presidente da CUT. “Se não trouxer transtorno, não estamos fazendo greve.”
Segundo Artur, a intenção é chamar a atenção dos trabalhadores e da população para o modelo de concessão de aeroportos proposto pelo governo. Ele disse esse modelo não garante que o serviço nos terminais melhore com a entrada do setor privado.
A presidenta Dilma Rousseff anunciou em maio que três aeroportos terão sua administração transferidas à iniciativa privada: Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF). A possibilidade de concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG) também está em estudo.
Artur disse que os atos da CUT contra a concessão dos aeroportos vão se concentrar nesses cinco terminais. De acordo com ele, as ações devem durar duas ou três horas. Segundo o presidente da CUT, elas não devem paralisar por completo a operação dos aeroportos. “Em todo ato em serviço essencial, como é o caso dos aeroportos, sempre mantemos uma quantidade mínima de trabalhadores.”