Um artigo polêmico do jornalista Rozembergue Marques joga mais “lenha” na fogueira do debate sobre a mudança de nome do Estado, ressurgida a partir de apresentação de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do deputado estadual Antonio Carlos Arroyo estabelecendo um plebiscito com o tema.
No artigo, o jornalista considera o debate “natimorto” e espinafra os defensores no parlamento da idéia. “O debate sobre a mudança de nome do estado é prova de que nosso legisladores, com raras exceções, pouco entendem de cultura e principalmente de identidade cultural”, opina o profissional, destacando a luta dos artistas do estado pela consolidação do nome Mao Grosso do Sul.
“Qualquer jejuno em geografia sabe que a identificação de um estado não pode ser feita apenas pela riqueza natural que se sobressai em seu território. Fosse assim o Rio Grande do Norte não teria esse nome e sim Estado das Salinas”, escreve, ressaltando que “o estado não possui apenas a planície alagada do pantanal, mas o barro vermelho da nossa boa Dourados, as areias de Nova Andradina, o cerrado de Campo Grande e por aí vai, compostas, é claro, pela mataria já não tão grossa, vez que assolada pelos canavieiros e seus desejos quase despudorados pelo dinheiro”.
Rozembergue Marques, ex-membro do Conselho Municipal de Cultura e "ghost writer" de um deputado federal, considera os defensores da mudança do nome “patriotas equivocados”. Ele enumera os gastos que serão causados pela mudança e atualização de todas as publicações existentes, com o acréscimo ao material didático/pedagógico, com a mudança nos registros de pessoas naturais, na escrituras das propriedades, com o emplacamento dos veículos, com a mudança nos RGs, títulos de eleitor e outros documentos e dispara: “Essa rapaziada quer brincar com dinheiro público para fazer com que Zeca entre para a história pela porta da frente, uma vez que saiu do governo pela porta de trás, envolvido até o talo no escândalo das notas frias de publicidade, que segundo o Ministério Público somam mais de 400 milhões tungados do povo do estado”.
Citando o apóstolo Paulo e o francês Voltaire, o jornalista encerra o artigo conclamando todos para o debate e narra episódio ocorrido quando da visita da CPI do Narcotráfico a Dourados. Ele critica a omissão quando o nome do estado é confundido com Mato Grosso.
Leia a íntegra do artigo “O Estado do Pantanal e os patriotas equivocados”