O coordenador nacional do Exame de Ordem e secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, disse que a primeira fase do exame, que ocorre neste domingo, vai analisar apenas os "conhecimentos mínimos" necessários aos advogados. "O exame não terá pegadinhas ou qualquer armadilha para o examinado", afirmou.
A primeira fase do exame de 2011 será realizada em todos os Estados e no Distrito Federal, das 14h às 19h (horário de Brasília). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas, 121.309 candidatos se inscreveram para responder as 80 questões objetivas. Na última edição do exame, realizado em dezembro de 2010, 106.891 bacharéis em Direito se inscreveram.
Segundo Coelho, a prova não será como um vestibular ou um concurso público. "O exame é apenas um teste de conhecimento mínimo para entrar na carreira, não podemos exigir o conhecimento de um advogado experiente ou de um doutor em Direito", disse ao ressaltar que o exame deste domingo foi integralmente supervisionado por uma nova banca de especialistas da OAB, que respeitam essa "filosofia".
O coordenador do exame também destacou uma mudança na prova em relação às edições anteriores. Ao invés de 100 questões objetivas, a primeira fase passa a contar com 80 perguntas, que devem ser respondidas em cinco horas. "O aluno terá muito mais tempo para pensar, para mostrar o conhecimento", disse.
Coelho defendeu ainda o trabalho da Fundação Getúlio Vargas na realização do exame. "O que muita gente não sabe é que a FGV não elabora sozinha o exame. Ela desenvolve um banco de questões e a OAB, por meio de sua banca elaboradora, põe os olhos nesse banco e faz a análise crítica das questões", disse ao citar o reconhecimento da instituição no mercado brasileiro. "Nós também não temos estrutura para aplicar a prova em todo o País, por isso a colaboração da FGV na logística do exame é importante".