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Denúncias derrubam mais um diretor do Denit

16 de julho 2011 - 10h58 Por Redação Douranews, com Reuters
Denúncias derrubam mais um diretor do Denit
O diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Henrique Sadok de Sá, foi afastado temporariamente do cargo após denúncias de suposta corrupção, informou o Ministério dos Transportes em nota na sexta-feira.

Sadok de Sá ocupava interinamente a diretoria-geral do órgão depois que o titular, Luís Antônio Pagot, foi afastado no começo do mês, devido a denúncias de praticar irregularidades no Dnit. Pagot nega as acusações.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou, depois de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, que logo seria anunciado um interino para o cargo.

Passos determinou também a abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar as denúncias contra o diretor-executivo do órgão publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo, nesta sexta.

Sadok de Sá, segundo reportagem, teria conhecimento de que a empresa de sua mulher, Ana Paula Batista Araújo, matinha contratos por meio de convênios com o Dnit.

Ela é dona da Construtora Araújo Ltda. e teria assinado contratos de aproximadamente 18 milhões de reais para fazer obras em três rodovias federais em Roraima. Os contratos foram fechados com o governo estadual, e os serviços seriam pagos por meio de convênio pelo Dnit, segundo a reportagem.

O diretor disse, ao jornal, que sabia dos contratos, mas que são fruto de licitação do governo de Roraima e esclareceu que nunca fez ingerências favoráveis à sua mulher. Ele e Ana Paula moram juntos, mas não são oficialmente casados, segundo Sadok de Sá.

Esse é o segundo diretor do Dnit afastado temporariamente por suspeita de irregularidades desde o início do mês.

O Dnit informou, por meio da assessoria, que também foi afastado nesta sexta Frederico Augusto de Oliveira Dias, que atuaria como assessor do departamento.

Outros dois assessores e o ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento também deixaram seus cargos por outra denúncia, divulgada pela revista Veja, de que fariam parte de um suposto esquema de arrecadação de propinas em favor do Partido da República (PR). A legenda e Nascimento negam as acusações.