“A realização do Fórum tem como meta mover diretrizes em prol da política de visibilidade para ampliar as atividades e demarcar essa dada importante para mulher negra”, explicou a coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras do Mato Grosso do Sul, Ana José Alves. Além de debates sobre o assunto, durante a programação também haverá apresentações de vídeo com enfoque temáticos; DVDs sobre a situação das Mulheres Afrodescendentes; Religiões de Matriz Africana-Caminhando; Saúde Integral da Mulher.
Dia 25 de julho
Em 1992, na República Dominicana por volta de 400 mulheres negras de todas as partes do mundo decidiram comemorar um reencontro há muito tempo idealizado por algumas mulheres negras. Irmanadas desse sentimento gestado, expandiram a idéia entre os continentes e firmaram o dia 25 de julho, para que celebrassem a vitória de estarem juntas, unidas na América Latina e no Caribe, sem perder o Axé, a dignidade, a perseverança, a persistência e as lutas e batalhas do cotidiano.
“Para se consolidar essa data, temos que romper muitos desafios e usar de muita criatividade para dar visibilidade às Mulheres Negras, o que é uma luta árdua e muito complexa”, informou Ana José Alves, ao lembrar que essa data demarca a construção de um processo político para simbolizar esse momento “emblematizando, quem somos e como vivemos enquanto Mulheres Negras”.
O Fórum conta com a presença da coordenadora de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul (Cppir/MS), da Secretaria de Estado de Governo, Raimunda Luzia de Brito, e demais representantes das entidades governamentais e não governamentais do Estado.