A Petrobras deverá importar volumes maiores de gasolina no caso de o governo decidir reduzir a mistura de etanol no produto, afirmou o presidente-executivo da petroleira, José Sergio Gabrielli.
Segundo ele, a Petrobras chegou ao limite de sua capacidade de elevar a produção de gasolina no parque de refino atual no Brasil, e qualquer eventual aumento na demanda pelo combustível terá que ser atendido por importações.
Pela regulamentação atual, os distribuidores de combustíveis no Brasil precisam adicionar 25% de etanol anidro na gasolina.
Devido ao aumento dos preços do anidro, no entanto, o governo --que tem a inflação como uma das principais preocupações no momento-- poderá reduzir esse percentual, o que elevaria indiretamente a demanda por gasolina.
"Se aumentar a demanda, seja por qualquer razão, vai precisar importar, porque não conseguimos produzir mais gasolina no Brasil", afirmou Gabrielli a jornalistas em São Paulo, após apresentar o novo plano de investimentos da companhia.
"A capacidade de crescer a produção de gasolina chegou ao limite", acrescentou.
Segundo ele, a Petrobras importou em 2010 o equivalente a 4 dias de consumo doméstico de gasolina. Em 2011, até o momento, foi importado volume equivalente a 3 dias de consumo.