"A CBF é uma entidade privada de interesse público. No Brasil, o futebol é algo de interesse público. A CBF, sozinha, não consegue fazer a Copa do Mundo. Sem o apoio do governo, ou seja, sem o nosso dinheiro, a CBF não consegue fazer a Copa do Mundo. Se o governo federal se retirasse, o Ricardo Teixeira não conseguiria fazer a Copa. A CBF deve ter transparência e moralidade nas suas diretrizes", disse Marques.
A passeata teve adesão expressiva nas redes sociais durante a semana e Marques esperava reunir até mil torcedores. No entanto, na prática o número ficou bem abaixado do esperado e não mais de 50 pessoas participaram do protesto desde seu início. O volume de manifestantes foi engrossado por gente que tinha outras reivindicações, como por exemplo professores em busca de melhores condições de trabalho.
Ainda assim, Marques deve alcançar seu objetivo de "chamar a atenção da sociedade", já que o número de profissionais da imprensa no local foi expressivo, inclusive com alguns representantes da mídia internacional. O grupo de manifestantes pretende se aproximar o máximo possível da Marina da Glória e tem até um documento para tentar entregar à presidente Dilma Roussef.
"Muita coisa pode mudar até a Copa do Mundo. Uma mobilização popular como a de hoje, e ela vai crescer, já é um indicativo de que muita coisa vai mesmo mudar", disse Marques, antes de criticar também o ministro do Esporte. "Além do Ricardo Teixeira, tem o ministro Orlando Silva, que tem sido conivente com o discurso dele", declarou o presidente da FNT.
Boa parte dos torcedores compareceu ao protesto com camisas de diferentes clubes cariocas. Caso o cenário não mude nos próximos anos, Marques prevê que a maioria deles não verá sequer um jogo da Copa nos estádios. "O estádio é bancado por muitos, mas será usado por poucos. Estamos cheios desse futebol elitizado e idiotizado", encerrou.