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PF soube de plano contra juíza 2 dias antes, diz jornal

16 de agosto 2011 - 16h34 Por Redação Douranews, com Uol
PF soube de plano contra juíza 2 dias antes, diz jornal
Dois dias antes de a juíza Patricia Acioli ser morta, na noite da última quinta-feira (11), a Polícia Civil do Rio informou à Polícia Federal que havia um plano de assassinato contra a magistrada. O aviso foi dado por um policial da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). A informação foi publicada nesta terça-feira (16) pelo jornal “O Globo”.
De acordo com o jornal, na semana que antecedeu o crime, a própria Patricia compareceu à Corregedoria da Polícia Militar para relatar ameaças feitas por policiais do 7º BPM, em São Gonçalo, e do 12º BPM, em Niterói.

Patricia foi morta com 21 tiros de pistolas calibres 40 e 45 (de uso exclusivo da polícia e das Forças Armadas) quando chegada à casa onde morava em Piratininga, região oceânica de Niterói.

A magistrada era conhecida pela rigidez nas sentenças referentes a policiais envolvidos com milícias e grupos de extermínio. No início do ano, o nome dela foi encontrado em uma lista de marcados para morrer achada com um traficante de Minas Gerais.

Segundo "O Globo", na última segunda-feira (15) o Disque-Denúncia (2253-1177) recebeu a informação de que quatro detentos do presídio Ary Franco, em Água Santa, seriam os mandantes do assassinato de Patricia.

Eles são ligados à máfia dos caça-níqueis em Niterói, São Gonçalo e Maricá e teriam como novos alvos um juiz federal de Niterói e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que foi presidente da CPI das Milícias. Conforme a denúncia apurada pelo jornal, o homicídio teria sido executado por dois bombeiros e por PMs do 7º BPM e do 12º BPM.

O conteúdo da denúncia teria sido encaminhado aos setores de inteligência da Secretaria de Segurança, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal, da PM e da Polícia Civil.