Apesar disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ressaltou que com a economia doméstica menos aquecida, a redução na taxa se dá de forma gradual e ainda não encontrou o seu momento de inflexão, que é caracterizado por uma queda pronunciada.
A taxa ficou em 6 por cento em julho, ante 6,2 por cento em junho, informou o IBGE nesta quinta-feira. Foi também a menor taxa mensal desde dezembro. Economistas consultados pela Reuters projetavam estabilidade em 6,2 por cento.
"O mercado de trabalho ainda não se aqueceu significativamente para atender a procura e a demanda de desempregados. O movimento se dá a passos lentos", disse o coordenador do IBGE Cimar Azeredo.
"A desocupação só vai ceder quando gerar postos de forma significativa, e parece que o mercado não está aquecido. As empresas não estão num processo de expansão que é normal nessa época. Normalmente, elas começam a se preparar para uma produção e um escoamento dela no segundo semestre, mas isso não aconteceu."
Apesar do ritmo lento, os números do mercado do trabalho ainda bastante favoráveis, ressaltou.
A taxa média de desemprego neste ano está até julho em 6,3 por cento, contra 7,3 por cento no mesmo período de 2010.