Segundo Haroldo Lima, as duas pessoas flagradas nas gravações divulgadas pela revista nunca fizeram parte do quadro da agência. De acordo com Lima, Antonio José Moreira era, sim, do quadro da Advocacia-Geral da União e atuava junto à ANP. Já Daniel de Carvalho Lima era apenas um estagiário da agência.
Haroldo Lima argumentou que a revelação não repercutiu em outros órgãos da imprensa por ser “notícia velha”. “A gravação que deu origem à matéria foi feita em 2008. Na ocasião, a advogada entregou a fita gravada para a ANP, que tomou as providências”, explicou.
O dirigente afirmou ainda que já em abril de 2009 a Época e o jornal Correio Braziliensetrataram do tema. Segundo Lima, as denúncias são velhas e foram “requentadas” pela revista.
Denúcia
De acordo com a Época, há evidências fortes de corrupção, como cheques, e-mails, relatos de empresários vítimas de extorsão e um vídeo, de maio de 2008, em que Antonio José Moreira e Daniel de Carvalho Lima cobram R$ 40 mil da advogada Vanuza Sampaio para liberar o registro de um cliente dela, a distribuidora de combustíveis Petromarte.
Ambos dizem falar em nome do dirigente do PCdoB Edson Silva, então superintendente de Abastecimento e hoje assessor de Haroldo Lima. Os dois dizem no vídeo que o valor de R$ 40 mil foi estipulado por Edson Silva e que ele receberia R$ 25 mil do total.
Segundo a revista, o material integra uma investigação sigilosa, iniciada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.