No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.
Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes.
Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".
Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.
Hoje
Ao completar189 anos de independência, neste 7 de setembro de 2011, o Brasil tem muito a comemorar, mas em contrapartida, tem outro tanto a buscar para que a independência seja exercida por cada cidadão e cidadã, jovem ou idoso.
Mas cada um de nós, brasileiros, com certeza sonha que haverá um dia que não será necessário, nos desfiles cívicos, acontecer eventos como o "Grito dos Excluídos", por exemplo, por não termos o que reivindicar ao Governo que (talvez seja utopia) já nos terá dado tudo o que for necessário.
Que haja a luta enquanto necessário, mas que ela seja por uma vida melhor, com mais respeito, com mais direitos, com verdade, sem hipocrisias, corrupção, falcatruas, explorações daqueles que trabalham sonhando com um Brasil total e realmente preenchido de "Ordem e Progresso".