Caso a categoria não aceite o resultado da audiência de conciliação, o processo irá para um relator para julgamento do dissídio coletivo, pela Seção Especializada do tribunal. A direção dos Correios pretende descontar os dias não trabalhados na proporção de um dia de greve por mês, mas os grevistas querem compensar os dias parados com horas extras e mutirões para colocar o serviço em dia. A empresa propôs aumento linear de R$ 80 a todos os empregados, reajuste salarial e dos benefícios em 6,87% e abono imediato de R$ 500.
A reivindicação dos trabalhadores é por um aumento linear de R$ 200, além de reposição da inflação de 7,16% e aumento do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635. Outra reivindicação da categoria é a contratação imediata de todos os aprovados no último concurso público.
Os grevistas se concentraram pela manhã em frente ao edifício-sede dos Correios, no Setor Bancário Norte, de onde começaram a marcha, que pretendia passar pelo Palácio do Planalto e, depois, seguir para o Ministério das Comunicações. O atraso na chegada de vários ônibus a Brasília e o trânsito congestionado pela presença de manifestantes de outras duas categorias, na Esplanada dos Ministérios, forçaram a caminhada direta ao TST, no fim da manhã.
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que engloba o Distrito Federal e o Tocantins, proibiu, no último dia 30, o desconto dos dias parados do salário dos trabalhadores. O tribunal avaliou que os Correios suspenderam o pagamento sem negociação prévia e sem levar em conta que o salário tem natureza alimentar.