As autoridades brasileiras apreenderam mais de 62 toneladas de drogas nos primeiros quatro meses de uma operação especial de vigilância nas fronteiras do país, anunciou ontem (10) a presidente Dilma Rousseff, no programa “Café com a Presidenta”.
As Forças Armadas, que capitaneam as principais ações, também destruíram três pistas de pouso clandestinas na Amazônia, supostamente construída por traficantes de drogas e apreendeu 650 kg de explosivos na fronteira com o Paraguai, disse Dilma disse em seu programa semanal de rádio.
As pistas foram detectadas por satélite e por meio de um robô de fabricação israelense, comprado em 2009, e depois foram destruídos pelos bombardeiros da Embraer caças A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira, de acordo com informações do Ministério da Defesa.
O Plano Estratégico de Fronteira, lançado no início de junho, em colaboração com os países vizinhos do lado brasileiro consiste de duas operações, uma liderada por militares chamados de "Agatha" e outra que envolve a Polícia Federal chamada de "Sentinela".
A presidente explicou que a operação "Ágata" os militares executar ações específicas, localizadas e de surpresa contra narcotraficantes e contrabandistas, para causar "impacto" e "reforçar a presença do Estado" nas regiões fronteiriças.
A "Operação Sentinela", permanente e coordenada pelo Ministério da Justiça tem como resultado, até agora, cerca de 3.000 prisões e apreensão de 300 armas.
"O interessante é que uma operação complementa a outra. Enquanto a “Operação Agatha” mostra a força do Estado, a Operação Sentinela faz o trabalho diário de pesquisa, permanente e informação ", disse Rousseff no programa transmitido na estação de rádio pública.
As ações militares são realizadas nos 34 pontos de fronteira que são consideradas vulneráveis a organizações criminosas.