"Isso tem levado a uma grande discussão entre os países emergentes e desenvolvidos. Os emergentes podem ser chamados a contribuir, ampliando o capital do fundo. Mas para fazer isso, exigem uma ampliação das cotas, portanto, uma participação na direção do fundo", disse a presidente após anunciar, em Porto Alegre, recursos do governo federal para obras de mobilidade urbana.
A reforma das instituições internacionais, entre elas o FMI e o Banco Mundial, serão tratados na reunião de cúpula do Ibas, grupo que congrega Brasil, Índia e África do Sul. A reunião ocorrerá na próxima semana em Pretória, capital administrativa sul-africana. Os três países são defensores das mudanças.
Dilma lembrou que a discussão sobre as reformas das instituições financeiras teve início em 2009 e que faz parte da agenda dos emergentes que consideram que a atual composição reflete uma realidade posterior a Segunda Guerra Mundial, já ultrapassada .
"Essa realidade desapareceu. O surgimento dos países emergentes implica que seja necessário uma modificação da governança do FMI. Como se tem de mudar a governança, haverá a necessidade de mudar a composição das cotas. Nós fizemos um aporte e já houve um aumento [da participação do Brasil]. O que está em discussão agora é qual a composição que vai vigir nos próximos anos".