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Exposição “Direito à memória e à verdade” recebe o público hoje à noite

21 de outubro 2011 - 13h19 Por Redação Douranews, com Assessoria
Exposição “Direito à memória e à verdade” recebe o público hoje à noite

Em parceria com o projeto de extensão Cineclube UFGD, a organização da exposição “Direito à verdade e à memória: a ditadura no Brasil 1964 – 1985” atenderá o público às 19h30 de hoje (20), no salão de exposições da UFGD, localizado na Unidade 1 (Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso).

Em seguida será realizado um debate e para finalizar será exibido o filme “Três Irmãos de Sangue”, no cineauditório da Unidade 1. Qualquer pessoa pode participar das sessões, no entanto, o público-alvo são os comunicadores de Dourados, já que o filme aborda a trajetória de Henfil e seus irmãos Betinho e Chico Mário.

No documentário, a vida deles e suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século 20. Os irmãos contribuíram, cada um a sua maneira, para as principais transformações pelas quais passou o povo brasileiro nesse período. Hemofílicos, foram contaminados pelo vírus HIV através de transfusão de sangue. Isso os tornou um símbolo do combate à Aids no Brasil. Para eles, a luta pela vida sempre esteve em primeiro lugar.

Já no sábado (22), às 17h, o Cineclube UFGD exibe e debate o filme “Vlado – 30 anos depois”. Este tem foco no dia 25 de outubro de 1975, quando o jornalista Vladimir Herzog se apresenta ao DOI-CODI, órgão da repressão política do regime militar, para prestar depoimento. Sua mulher, Clarice, questiona se ele deve se apresentar: vários amigos estão presos e sabe-se que são torturados. Mas Vlado se recusa a fugir; pondera que é um homem transparente, alheio à clandestinidade. No fim da tarde do mesmo dia, o jornalista está morto e, segundo fonte oficial, suicidou-se na prisão. A reação de Clarice, dos amigos e da sociedade, recusando a farsa montada para justificar a morte do jornalista, tornou o fato um marco na luta pela redemocratização do país.

Os filmes fazem parte da Mostra Ditadura e Resistência, promovida pelo Cineclube durante todo o mês de outubro, em sintonia com a exposição "Direito à verdade e à memória”, promovida pelaSecretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e que veio para Dourados por meio do V Congresso Transdisciplinar Direito e Cidadania.

A Mostra será encerrada com a exibição de “Redemocratização: as greves de 1979” (dia 29), sendo que apresentou os documentários “Jango” (dia 08) e “O velho - a história de Luís Carlos Prestes” (15). Todos os filmes foram fornecidos para o Cineclube UFGD pela Programadora Brasil, que faz parte do Programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura.

Sobre a Exposição “Direito à memória e à verdade”

Segundo o site do projeto “Direito à verdade e à memória”, a exposição traz uma ambientação visual que conduz o público em uma espécie de “viagem no tempo”. Traz de volta a lembrança aos que viveram os fatos retratados e traduz aos jovens um pouco do clima vivenciado nesse período tão importante na história social e política brasileira. Recupera, de maneira exclusiva, desde os primeiros momentos do Golpe de Estado que mergulhou o país numa ditadura de 21 anos, até os grandes comícios populares das “Diretas Já”.

Imagens marcantes dos tanques militares na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, a resistência dos diversos grupos da sociedade civil, a censura de documentos, a violência, prisões e torturas estão expostas em grandes painéis que colocam o espectador dentro dos acontecimentos. Junto, todos os fatos ocorridos nessa época são recuperados em um texto em ordem cronológica.

Além da exposição, projeto Direito à Memória e à Verdade tem o Livro-relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (disponível para download), Memoriais “Pessoas Imprescindíveis” e a exposição “Apolônio de Carvalho – Vale a pena sonhar”.

Direito à Memória e à Verdade: http://www.direitoshumanos.gov.br/mortosedesap/id_livro