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Dilma vai defender medidas não recessivas em cúpula do G20

31 de outubro 2011 - 16h27 Por Redação Douranews, com Terra
Dilma vai defender medidas não recessivas em cúpula do G20

Em reunião com os chefes de Estado e de governo das 20 maiores economias do planeta, a presidente Dilma Rousseff será assertiva em sua posição de que é possível manter o crescimento e priorizar a geração de empregos, segundo uma fonte da diplomacia brasileira. O governo brasileiro vem se mostrando contrário às políticas recessivas e esse deve ser o ponto central da fala de Dilma aos colegas europeus. A presidente também vai mostrar que o Brasil fez o dever de casa e por isso sente menos os efeitos da crise. Ela deverá afinar seu discurso na tarde desta terça-feira, assim que chegar a Cannes, França, para a reunião de cúpula do G20.

Dilma embarca para a Europa na noite desta segunda-feira em meio a crise econômica mundial e o esforço europeu de salvar os países endividados da zona do euro. As reuniões do G20 estão marcadas para os dias 3 e 4 de novembro. Antes, porém, a presidente ainda terá encontros bilaterais com autoridades de vários países.

Em dois dias de reunião, Dilma participará de cinco reuniões, além de jantar e almoço de trabalho. Os temas elencados nesta manhã pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, são a dimensão social da globalização, o comércio, a regulação financeira, agricultura, energia, volatilidade dos preços de commodities, mudança climática e corrupção. De Cannes, a presidente ainda segue para Paris, onde se encontrará com a diretora-geral Unesco, a organização da ONU para Educação, Irina Bokova.

O G20 substituiu o grupo das sete nações mais industrializadas do mundo além da Rússia, o chamado G8, considerado um foro inapto para resolver a crise econômica mundial. Além dos países ricos, o G20 abriu espaço para as economias emergentes, consideradas importantes na superação da crise global. O grupo existe desde 1999, quando era composto apenas por ministros da Economia das 20 maiores economias, demonstrando um caráter mais técnico. A partir de 2008, o grupo tomou caráter mais político com a participação dos chefes de Estado e de governo em suas reuniões.