Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
21°C
Brasil

Agnelo diz ter 'relação muito boa' com PM que acusou Orlando Silva

01 de novembro 2011 - 15h05 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
Agnelo diz ter 'relação muito boa' com PM que acusou Orlando Silva

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), afirmou nesta terça-feira (1º), em entrevista à Rádio CBN, ter uma "relação muito boa" com o policial militar João Dias, autor das denúncias de suposto esquema de corrupção que levaram à saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte.

"Ele [João Dias] foi do meu partido, quando eu era do PC do B. Sempre tive relação muito boa com ele. Mas não quero confundir minha relação pessoal com qualquer erro que alguém cometa no futuro. Se alguém cometeu um erro, que preste contas. Uma relação de amizade não pode ser responsabilizada por um erro futuro. Isso é maldoso, uma violência", disse o governador durante entrevista.

João Dias foi candidato a deputado distrital em 2006 pelo PC do B. Preso em abril do ano passado, durante as investigações da Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal, Dias é suspeito de desviar, por meio de entidades esportivas que comandava, ao menos R$ 2 milhões do programa Segundo Tempo, que visa incentivar a prática de esporte entre crianças e adolescentes.

De acordo com reportagem da revista "Época", a Polícia Civil do DF flagrou diversos telefonemas entre Agnelo e João Dias durante investigação relacionada ao programa Segundo Tempo. Nos diálogos, segundo a publicação, os dois tratam nas conversas da produção de documentos que justificassem os gastos de organizações não governamentais (ONGs) administradas pelo policial e que receberam verba do programa.

 

"Um político da cidade se relaciona com centenas de pessoas. Não tem nehuma frase que me desabone, que peça para fazer ilegalidade, que possa me comprometer em absolutamente nada. Independente de onde pegaram [as gravações], não tem e nunca terá, da minha fala, interlocução com ninguém que possa ser algo indecente, imoral ou ilegal", disse Agnelo Queiroz.

A revista "IstoÉ" mostrou ainda trechos de um depoimento em vídeo de Geraldo Nascimento de Andrade, apontado como "testemunha-chave" do processo que tramita na 10ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Brasília, sobre desvio de recursos do ministério por meio de convênios com ONGs.

Agnelo negou envolvimento nas irregularidades investigadas e disse que não é réu no processo. Ele afirmou ainda ser "estúpida" a ligação de seu nome com suposta fraude.

"Essa denúncia é fruto do relato de uma pessoa chamada Geraldo. Isso foi antes da eleição, em 2010, uma ação para invabializar minha eleição. [A denúncia] foi para o plano federal, o Ministério Público fez apuração. Este inquérito está no STJ agora, fruto de uma denúncia falsa. Na Justiça tenho espaço para desmascarar quem fez essas denúncias e mostrar que isso é falso."