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Tereza Cruvinel deixa a EBC; motivos políticos tiveram peso na decisão

01 de novembro 2011 - 09h13 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
Tereza Cruvinel deixa a EBC; motivos políticos tiveram peso na decisão
Em seu último dia no cargo de presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a jornalista Tereza Cruvinel fez ontem (31) um balanço dos quatro anos de sua administração. Ela destacou a criação da TV pública em âmbito nacional; a articulação de uma rede pública de televisão; a implantação de uma sólida e consistente infraestrutura de produção e transmissão, de última geração; e a produção e difusão de conteúdos diferenciados e complementares, sempre observando os princípios da comunicação pública, entre outras.

Para isso, segundo Tereza Cruvinel, nunca faltaram recursos, tendo o governo federal cumprido todos os compromissos orçamentários da EBC, que é constituída pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil e oito emissoras de rádio. “Os dois governos [Lula e Dilma Rousseff] honraram os compromissos fundamentais relativos às questões orçamentárias e de independência [editorial]. O compromisso orçamentário do governo Lula foi mantido e o nosso orçamento nunca foi abaixo de R$ 350 milhões. Quanto aos cortes feitos pela presidente Dilma, eles foram para todos os setores do governo.”

A presidente da EBC também falou sobre a independência editorial com que a empresa desenvolveu suas atividades jornalísticas e de produção de conteúdo. “Aqui teve problemas de todos os tipos. Enfrentei 50 problemas por dia. O único problema que eu não enfrentei foi o de ingerência do governo”.

Apesar do convite da presidente Dilma Rousseff, Tereza Cruvinel declarou que decidiu não permanecer no cargo por motivos familiares e políticos, decorrentes de divergências com alguns integrantes do Conselho Curador da EBC. “A divergência [com o Conselho Curador] é uma questão de poder. Fui contra o conselho querer controlar a EBC porque, para isso, já há a diretoria”, disse. “Essas circunstâncias me recomendaram a não aceitar nem pleitear o segundo mandato”, completou.