A história em torno da alegada participação da presidente do Brasil no assalto de 1969 já era conhecida, mas o livro traz mais pormenores
Esta e outras revelações constam no livro "O Cofre do Dr. Rui", da autoria do jornalista Tom Cardoso, num texto publicado no site "terra.com.br".
No livro, contudo, a história é contada com mais pormenores. De acordo com o autor, o envolvimento de Dilma deu-se numa fase posterior, na partilha e na troca dos cerca de 2,5 milhões de dólares que foram roubados da amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, por uma organização de esquerda, para financiar a luta armada contra a ditadura no Brasil na década de 60.
Dilma, segundo o autor do livro, disfarçou-se de estrangeira para trocar cerca de mil dólares numa casa de câmbio do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. E também teria participado na troca de outros 300 mil dólares negociados com o Banco Bradesco.
Tom Cardoso conta ainda no livro que existia muita especulação sobre o destino do dinheiro roubado. Quando foi presa em São Paulo, Dilma estava com parte do dinheiro que seria distribuído para a organização naquele Estado. "Existe muita lenda. Quando dizem que ela ficou rica com o dinheiro do cofre, é muita bobagem", afirma o autor do livro.
A obra conta com depoimentos de Carlos Araújo, ex-marido de Dilma e um dos chefes da organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), responsável pela ação.