Ontem (8), a deputada distrital Celina Leão (PSD) disse ter uma gravação do lobista na qual ele revela que pagou propina a Agnelo Queiroz em 2008, quando o atual governador do DF era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o lobista, o dinheiro era para facilitar a concessão de licenças farmacêuticas do laboratório União Química.
“O que está acontecendo é uma armação de uma organização criminosa que governou Brasília, que continua montando dossiês, pagando testemunhas. É isso que está acontecendo aqui. Não tem absolutamente nada, a não ser armação criminosa, e tenho certeza de que, na Justiça, vamos desmascarar isso”, disse o governador após participar de uma cerimônia no Palácio do Planalto.
Por meio de nota, Agnelo Queiroz confirmou ter recebido o dinheiro de Daniel Almeira Tavares, mas garante que foi como “devolução de uma quantia concedida em empréstimo à referida pessoa, realizada de forma transparente”.
Após a cerimônia no Planalto, Agnelo foi perguntado sobre a relação dele com o lobista. Respondeu que Tavares é uma "pessoa amiga" que, há anos, foi militante do PCdoB, partido do qual Agnelo também foi filiado. “Foi um depósito de conta-corrente para conta-corrente, o esclarecimento está feito, não se pode associar isso à irregularidade”, disse o governador.