O líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sinalizou nesta terça-feira que pode aceitar um acordo proposto pela oposição, e inicialmente rejeitado pelo governo, para agilizar a votação da prorrogação da DRU, instrumento que permite ao governo usar livremente 20 por cento de sua arrecadação.
Pelo acordo, a oposição se absteria de dificultar a votação da DRU, desde que o governo concordasse em votar antes a regulamentação da Emenda 29. Os oposicionistas calculam ter os votos necessários - inclusive de senadores da base governista - para fazer valer um entendimento do Senado que determina à União a destinação de 10 por cento de sua receita para a Saúde.
O governo, que se opõe a essa proposta, também estima que alguns parlamentares aliados simpatizem com os 10 por cento para a Saúde e por isso escalou o relator da regulamentação na Casa, o líder do PT, Humberto Costa (PE), para chegar a uma proposta alternativa de destinação de recursos para a área e convencer senadores da base.
"Nós estamos tentando construir uma alternativa a esses 10 por cento, exatamente para colocar para a base como uma forma de reforçar o orçamento para a saúde", disse Jucá.
"A posição do governo é descartar os 10 por cento. Agora, é claro que há um risco na votação dessa matéria aqui no Senado, a oposição e uma parte da base defendem o retorno dos 10 por cento", admitiu o líder governista.
Jucá afirmou que dará uma reposta na terça-feira da próxima semana para a oposição. Enquanto isso, Costa mantém negociações com os ministérios da Saúde e do Planejamento.