"Ainda há uma visão um pouco conservadora de que o desembargador é intocável", declara o ex- ministro do STJ, desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Celso Limongi. Ele avalia que é necessário que esses magistrados sejam cobrados por prazos, já que normalmente não são avaliados por produtividade. As informações são do Terra Magazine.
A polêmica está no centro do debate que definiu as eleições do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Nesta quarta-feira (7), o Tribunal elegeu um novo presidente. O desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori recebeu 164 votos contra 147 do atual presidente, José Roberto Bedran. A notícia surpreendeu a comunidade jurídica, que esperava a continuidade de Bedran.
Sartori é conhecido por ter um temperamento forte e, nos bastidores, há algum temor de que a administração do Tribunal passe a ser mais autoritária. Bedran, que havia assumido há nove meses, ficou marcado por uma medida impopular, que impunha prazos para os desembargadores do Tribunal.
Limongi comenta ainda a necessidade de tornar a administração do Tribunal mais democrática e defende a fiscalização da cúpula do Judiciário pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).