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Lula passa bem após químioterapia, diz assessor

13 de dezembro 2011 - 12h15 Por Redação Douranews
Lula passa bem após químioterapia, diz assessor

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a noite bem após o início da terceira sessão de quimioterapia, informou na manhã desta terça-feira (13) sua assessoria de imprensa.

Lula está no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde segunda (12) para dar continuidade ao tratamento de um câncer na laringe. A alta médica, conforme a assessoria, está prevista para as 21h desta terça.

Na segunda, o médico responsável pelo tratamento do ex-presidente, Roberto Kalil Filho, disse que o tumor, diagnosticado em outubro, já sofreu redução de 75%, após as duas primeiras sessões de quimioterapia. "Houve 75% de redução do tamanho do tumor", declarou.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, visitou o ex-presidente na segunda e voltou ao hospital nesta terça para visitar o pai, que também está internado no Sírio-Libanês. "O presidente está eufórico, claro. Com a regressão do turmor ele ganhou mais uma batalha. E acho que ganhou a principal batalha de todas, que foi a da saúde", disse Garibaldi na porta do hospital na manhã desta terça.

Segundo Garibaldi, Lula estava bem e eles conversaram sobre assuntos políticos e também sobre o pai do ministro. "Ele [Lula], num excesso de gentileza, soube pelo doutor Kalil que meu pai está internado aqui e disse 'Olhe, eu vou sair daqui amanhã e vou visitar seu pai'."

Ao comentar sobre a saúde do ex-presidente, o médico Roberto Kalil Filho descartou "totalmente" a possibilidade de cirurgia para retirada do tumor de Lula. A intervenção havia sido desconsiderada desde o início do tratamento. Se realizada, ela poderia afetar as cordas vocais do ex-presidente. O tumor, à época, foi diagnosticado como de "agressividade média", medindo cerca de 3 centímetros.

Outro integrante da equipe médica, Artur Katz, disse que a redução era "esperada", mas que, no caso de Lula, foi "expressiva". "Nem todo paciente responde da mesma maneira ao tratamento. Nem sempre ela é tão expressiva", disse. Sem a redução, segundo ele, a cirurgia seria necessária.

Kalil Filho disse que, por causa do andamento do tratamento, Lula poderia voltar às "atividades políticas" em março.