"(A Minustah) reitera sua política de tolerância zero a respeito dos desvios de conduta do seu pessoal, e irá examinar todas as acusações com a máxima seriedade", afirmou.
Não é a primeira vez que a Minustah é recriminada no Haiti. Muitos haitianos já exigiram a retirada completa dessa força devido às suspeitas de que soldados nepaleses da ONU teriam iniciado uma epidemia de cólera no país, ao contaminarem um rio com fezes. A acusação motivou violentos distúrbios no ano passado. No começo desse ano, surgiram acusações de que soldados uruguaios teriam violentado sexualmente um homem.
Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU decidiu reduzir em 2.750 soldados e policiais o contingente da Minustah, mantendo-a com pouco menos de 10.600. Dessa forma, a força internacional voltou ao mesmo tamanho que tinha antes do terremoto que devastou Porto Príncipe em janeiro de 2010.