O dado se compara a uma taxa de 5,8 por cento em outubro deste ano e aos 5,7 por cento de novembro do ano passado. Economistas consultados pela Reuters projetavam leitura de 5,65 por cento.
Ao explicar os dados, o gerente da PME, Cimar Azeredo, disse que "normalmente, a contratação de temporários para as festas de fim de ano acontece no início de dezembro, mas quando o poder de compra do trabalhador está forte, isso é antecipado para novembro ou até outubro".
No entanto, os números do IBGE contrastam com os do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), informados pelo Ministério do Trabalho na terça-feira. De acordo com o Caged, a economia brasileira teve em novembro a menor geração de empregos formais em 11 meses, registrando a pior criação de vagas para o mês em três anos, em um possível indicativo dos efeitos da crise internacional sobre a atividade doméstica.
"Esse é um período de contratações sazonais e é preciso esperar janeiro para saber se há efeito da crise. Em janeiro é que começam as dispensas", disse Azeredo, lembrando que as metodologias do Caged e da PME são distintas.
Na pesquisa do IBGE, a população ocupada aumentou 0,7 por cento no mês, o equivalente a um acréscimo de 148 mil pessoas. Em relação a novembro do ano passado, a população ocupada cresceu 1,9 por cento, ou 431 mil pessoas.
A taxa de desemprego na média do ano está em 6,1 por cento, abaixo da média de 6,7 por cento de todo o ano de 2010. Em novembro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre ancoraram a queda no desemprego com taxas abaixo da média. Em São Paulo, o desemprego ficou em 5 por cento; em Belo Horizonte, 4,2 por cento e em Porto Alegre, 3,6 por cento.
Além da contratação do comércio para atender as festas de fim de ano, a construção civil também contratou fortemente no mês de novembro, segundo o IBGE. Na comparação com novembro de 2010, a construção aumentou o número de vagas em 8,8 por cento. O bom desempenho da construção ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte "Tem uma série de obras em curso para Copa do Mundo, Olimpíadas e um aquecimento do setor imobiliário que favorecem as contratações de trabalhadores", disse Cimar Azeredo.