Ferida por um disparo de arma de fogo na mão esquerda, no último sábado, a modelo Adriene Pinto, 20 anos, proibiu a assessoria de imprensa do Hospital Barra D'Or - onde está internada desde sábado- de repassar à imprensa quaisquer informações sobre o seu quadro clínico.
A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira (27), pela própria assessoria de imprensa da Rede D'Or. Adriene teria sido operada na manhã desta terça para reconstituir a região área lesionada de seu dedo indicador esquerdo, que teve fratura exposta.
Na segunda-feira, Adriano prestou depoimento por cerca de 1h30 na 16ª DP (Barra da Tijuca). O jogador reafirmou sua inocência e disse aos jornalistas que estava disposto a pagar o tratamento médico da mulher, mas mudou de ideia após as acusações. "O que ela está fazendo não é justo. Ela não tem caráter para dizer a verdade", alfinetou.
Segundo Adriano, a pistola que estava no carro pertencia ao tenente reformado da Polícia Militar Júlio César Barros de Oliveira, 52 anos. Ele disse ainda que o homem, que conduzia o veículo, era apenas um amigo, o que contraria a versão de que trabalharia como seu segurança.
Responsável pelo caso, o delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) Fernando Reis aguarda o resultado do exame que detectará vestígios de pólvora nas mãos dos envolvidos para dar prosseguimento às investigações. Ele, entretanto, não acredita que o atacante - devido ao seu porte físico - pudesse estar sentado no banco traseiro acompanhado por outras quatro mulheres. Os primeiros resultados do laudo pericial indicam que o tiro partiu do local. Se o inquérito concluir que o centroavante fez o disparo acidental, ele responderá por lesão corporal culposa.