Embora tenha sido gravado por uma câmera escondida onde explicava como funcionava o esquema de adulteração de bombas de combustíveis, o suspeito de comandar todo o esquema, Cléber Salazar garantiu, em entrevista à RPC TV que não teria nada a esconder: “Minha vida é um livro aberto”.
Ele afirmou ainda ser cadastrado no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e que todo mês passa a relação de todos os postos onde faz a manutenção, acrescentando ainda que os técnicos estão preparados para trabalhar perante a lei".
Durante a reportagem, sem saber que estava sendo gravado, Cléber contou ao repórter como funciona o esquema de adulteração das bombas e fez ainda um orçamento de quanto custaria a instalação do equipamento.
Na manhã de hoje, a polícia chegou a uma casa na periferia de Curitiba que seria a sede de sua empresa, onde encontrou papéis, equipamentos e placas de computador que podem ter sido usadas nas fraudes das bombas de combustíveis.
O gerente de um dos postos da capital, onde, segundo a denúncia, os clientes pagavam por 20 litros de gasolina e recebiam pouco mais de 18, prestou depoimento na delegacia de estelionato nesta amanhã. Outros postos de Curitiba e Região Metropolitana também foram vistoriados. Frentistas de um posto em Pinhais afirmaram que Salazar prestava manutenção nas bombas.
Segundo informações do delegado Jairo Estorílio, o suspeito está cadastrado no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). Ele afirmou que pedirá o mandado de busca e apreensão e a prisão de Cléber Salazar.
Com informações JB