Soterrado nos destroços dos três prédios que desabaram ontem no centro do Rio, o biólogo Flávio Porrozzi falou com a namorada na madrugada de hoje.
A informação foi divulgada por Ricardo Porrozzi, 54, padrinho do biólogo.
"Ela ligou por volta das três horas da madrugada e ele disse "oi, amor"', contou Ricardo, que passou a tarde nos arredores da avenida Treze de Maio tentando encontrar notícias sobre o sobrinho. A ligação caiu logo depois, e a família não consegue mais contato com Flávio.
Segundo Ricardo, Flávio participava de uma palestra sobre informática com técnicos da Petrobras em um dos prédios, que ruiu. Bombeiros trabalham desde a noite de ontem na tentativa de resgatar sobreviventes.
"Por tudo que aconteceu até agora, não posso deixar de acreditar", disse o padrinho do biólogo.
Duas horas depois do desabamento, o ajudante de obras Alexandro Fonseca, 31, foi encontrado pelos bombeiros dentro do elevador de um dos prédios.
Fonseca diz que levava material para o nono andar quando viu o teto desabando. 'A minha primeira reação foi me jogar de volta ao elevador. Ele despencou em queda livre ficando preso entre o terceiro e quarto andar. No andar em que estava não teve explosão, não teve nada. Cheiro, só de tinta", disse.