Matéria publicada nesta segunda-feira no jornal O Estado de S.Paulo revela que o Ministério do Esporte, sem realizar um processo de licitação, pagou R$ 4,65 milhões para a Fundação Instituto de Administração (FIA) para que ela prestasse o serviço de consultoria para a construção de uma estatal. A Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, criada em agosto de 2010 para tocar projetos da Olimpíada do Rio de Janeiro, durou um ano, no papel, e há cinco meses foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND), para ser liquidada.
O Ministério do Esporte informou que, ao contratar a consultoria, cumpria determinação da Presidência. Em nota, a pasta explicou que o serviço foi prestado "independentemente do desfecho que futuramente teria a empresa". O Esporte alega estar amparado na Lei de Licitações (n.º 8.666/93) para contratar a FIA com dispensa de licitação. A decisão de extinguir a Brasil 2016 foi tomada após tratativas com o Ministério do Planejamento, com a justificativa de que já havia estrutura suficiente para cuidar da Olimpíada do Rio.