Entre o início da tarde de quinta-feira (2) e a sexta-feira (3), a capital da Bahia, Salvador, viveu horas de barbárie. 55 homicídios, número bem maior do que já é o habitual, saques, PMs em greve tomando ônibus e fechando ruas, exibindo armas e intimidando a população.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, que no começo da crise estava fora do Brasil, em viagem a convite da presidente Dilma Rousseff, disse ontem (4) à noite ao canal Terra Magazine que não tem mais negociação com os grevistas.
“Quem inicia uma negociação pedindo anistia já sabe que vai cometer crimes... tomar ônibus e fechar ruas, exibir armas ostensivamente e ameaçar a população não são atitudes de policial, nem de grevista, isso é crime...”, disse Wagner, comentando um dos itens da negociação proposta pelos grevistas.
“PM armado não pode fazer greve, e não serei refém de quem comete crimes...”, garante o governador, anunciando medidas duras para controlar a situação.