Empossado ontem (6) como ministro das Cidades e já alvo de denúncias de favorecimento a familiares na condição de deputado federal, Aguinaldo Ribeiro minimizou as acusações que envolvem a sua vida política antes de ter sido indicado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a pasta. O novo ministro teria destinado um volume de R$ 780 mil em emendas parlamentares ao município de Campina Grande/PB, a cuja prefeitura a irmã dele, Daniella Ribeiro, concorre.
"Eu não tenho o que temer. Acho que foi extremamente averiguado nesses dias antes de assumir o ministério. O próprio governo também fez essa avaliação, portanto nós estamos absolutamente tranquilos. Não tenho nada do que esconder", disse o novo ministro, conforme reportagem do portal Terra.
Ribeiro ainda não formou sua equipe, mas promete buscar a partir de hoje "os melhores quadros com eficiência e eficácia na nossa gestão". Segundo fontes do governo, Dilma quer que a atual secretária de Habitação, Inês Magalhães, seja promovida a secretária-executiva, segundo cargo mais alto na hierarquia de um ministério.
"Cristão novo" na política nacional, Aguinaldo negou que haja divergências no partido ou "fogo amigo" motivado por insatisfações de setores do PP com a escolha de seu nome para comandar o Ministério das Cidades.
"A demonstração foi de unidade no nosso partido. Nós inclusive assumimos hoje um ministério deixando aos cuidados da liderança o deputado Arthur Lira, em votação unânime, ou seja, demonstrando que o partido está pacificado, está unido, e isso é uma condição ímpar para que nós possamos trabalhar com tranquilidade", disse.