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Governo quer evitar novas contratações para o serviço público

12 de fevereiro 2012 - 10h41 Por Redação Douranews
Governo quer evitar novas contratações para o serviço público

Neste momento de incertezas em relação à crise econômica internacional a ordem do Governo federal é economizar. Impulsionado pela instabilidade financeira, o Palácio do Planalto deve manter a carteira fechada também para a criação de vagas no funcionalismo público, que inflaciona de forma definitiva a máquina pública.

Segundo a secretária de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, neste momento, só as 4.329 nomeações previstas na Lei Orçamentária Anual deste ano estão garantidas. Mesmo sem ter definido o ajuste fiscal de 2012, a política de restrição de gastos continua, assim como ocorreu no ano passado com o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, principalmente para a realização de concursos públicos. “A diretriz que nós temos é para conter gastos, conter o crescimento da folha”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“Estamos esperando a discussão na Casa Civil para ver o tamanho do contingenciamento. Os concursos autorizados nós garantimos que entram na lista de 2012, mas este ano vai ser duro como no ano passado. A situação econômica mundial não mudou, continuamos em um cenário de crise internacional, muito prudentes nesse planejamento”, explicou.

As vagas autorizadas são principalmente para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Ministério da Integração, da Ciência, Tecnologia e Inovação, para a Polícia Federal e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O impacto fiscal desses novos postos no funcionalismo público chegará a R$ 198,4 milhões.